quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

NOVE DISCOS NACIONAIS E UM DESTAQUE DE 2015






  1. Daqui (Pau Brasil, independente) – O que é a sutileza, a doçura daquele saber que já está acima do ego? Saudações, Bellinatti, Ayres, Stroeter, Cardoso e Mosca!
  2. Carbono (Lenine, Universal) – Um raro (hoje em dia) disco conceitual que reconecta a música brasileira com experiências radicais nordestinas, de Lula Cortês e Zé Ramalho a Chico Science. Um disco coletivo, anticorporativo.
  3. Mulher (As Bahias e a Cozinha Mineira) – Gal Costa Reloaded. Disco da banda paulistana tem duas trans na sala (Assucena e Raquel, da História da USP) e um combo jazzístico na cozinha. Mas o repertório (e as performances) evoca de Gal e Amelinha ao canto sacro judaico. Manifesto político & social.
  4. Transmutação (BNegão). É o disco nagozão do BNegão. Dub com ponto de macumba. Sobrenatural. Bonito.
  5. Trigonotron (Trigonotron, Maximus). Estaria nessa lista só pelo sample de Mestre Humberto do Maracanã na faixa Na Maré, mas é muito mais abusado que isso.
  6.  Éter (Scalene, Ponto Digital). Casa das Máquinas Reloaded. Programas de TV não vão aquecer seu coração no inverno, mas de vez em quando surpreendem.
  7. Viva Hermeto (André Marques & Trio). Acontece que o trio tem John Patitucci e Brian Blade. Esse disco estaria aqui só pela faixa Bebê, alto artesanato, mas é muito mais abusado que isso.
  8. Senoide Sensual (Alaídenegão). Grooovy. Diversão-balé, como a vida quer. Chimbinha Reloaded.
  9. Casulo (Zé Cafofinho, independente). Pela faixa Migratorium, com o China, ganhou o posto. Mas é pura simpatia, puro eco do mangue.
  10. Tonny Brasil. Não por um disco específico, mas pelo conjunto da obra. Mal comparando, é o Quincy Jones da música brega do Pará – o produtor mágico, que projeta sucessos, mas que é também fenomenal como dono do palco.
 

Um comentário:

Moises Carvalho Pereira disse...

Ótimos discos, gosto bastante